Coitados daqueles que, recém-chegados ao palco da vida, acreditam que conhecimento é dogma.
Coitados daqueles que acreditam que o conhecimento académico é dogma.
Coitados daqueles que nem se questionam se aquilo que aprenderam na academia não será produto de questionamento do dogma.
Coitados daqueles que acham que os mestres nasceram com o conhecimento vindo do cordão umbilical.
Coitados daqueles que não entendem que aqueles a quem chamam mestres, outrora, esses mesmos mestres foram dissidentes do dogma.
Coitados daqueles que, passando num lugar de conhecimento, não aproveitaram para questionar esse conhecimento.
Coitados daqueles que acreditam que conhecer é fazer vénia ao conhecido. Coitados daqueles que não entendem que conhecer é encostar o conhecido a uma parede e confrontá-lo com novos conhecimentos.
Coitado daquele que, escrevendo este texto, não tenha consciência de que o martelo que usa é também fonte de autoridade.
Coitado daquele que, ao enunciar estas palavras, não esteja ciente de que a crítica é válida, mas coloca-se na mesma posição de padreco.
Os padrecos

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